Santa Rita de Cássia: A Santa das Causas Impossíveis
Em 31 de maio de 2026, aconteceu a 12ª Caminhada de Santa Rita de Cássia, promovida pelo grupo Mãe do Céu, em união com a Paróquia Santa Rita de Cássia de Arapongas/PR. Foi realizada uma importante reflexão – representada também em teatro – sobre a vida e o exemplo de Santa Rita de Cássia. Foi uma caminhada em que se revelou um especial momento de dedicação à oração do terço e muitos cânticos de louvor, com estratégicas paradas para uma reflexão de cooperação, amor e fé. Nas palavras da Coordenadora Hellen: “Vivenciamos 10 paradas, onde em cada uma meditamos um momento sobre a vida de Santa Rita, pedindo sua intercessão sobre os impossíveis dos nossos corações”.
Santa Rita, nasceu em 1381, próximo a Cássia/Itália. É a santa das rosas, celebrada em 22/05, no mês mariano, também chamado de “o mês das mães”. Santa Rita de Cássia é mundialmente conhecida e considerada a advogada dos casos impossíveis e das causas dadas por perdidas. Vem de situações que ela mesma viveu em carne viva: conflitos, incertezas, pobreza e perseguições. Diante de tudo isso, no entanto, nunca perdeu a fé, nem desistiu de seus objetivos, um exemplo de confiança em Deus e de resiliência e persistência.
A fé e o hábito da oração em família, herdou de seus pais, por isso dizemos que cultivar a oração na família, constrói alicerces que darão frutos no longo prazo, com o poder de alterar realidades, pois a oração é falar com Deus e, com Deus integrado, tem-se o poder de mudar o mundo. Santa Rita de Cássia é este grande exemplo, de viver sua unidade e integração com Deus, por meio da oração e de comunicar-se com o divino, por meio da própria experiência, recebendo respostas dentro de si e reconhecendo estas respostas como a voz de Deus em seu ser. Esta é a frequência e consciência divina reconhecida em si mesmo.
Aqui se anula a separação, visto que a unidade e integração entre a pessoa e Deus alcança uma ligação direta de manifestação da luz de Deus e da vontade e manifestação divina na vida do dia a dia. Aqui o despertar já aconteceu e tudo o que não presta, ficou para trás: raiva, dores, traições, dúvidas, incertezas e tudo o que há de ruim, porque a presença de Deus dissipa tudo, a luz ilumina as trevas e o rio da vida começa a fluir intimamente ligado à vontade de Deus. Por isso, Jesus disse que a porta é estreita, pois ela está dentro de cada um. Para sentir Deus no peito, no coração, onde mora Deus, no portal de seus sentimentos, pode custar muito, o preço de despojar-se do ego e dizer a Deus: “faça-se”, como Maria disse, reconhecendo a vontade de Deus em seu ser, é preciso abrir-se para unir-se e integrar-se a Deus.
As dores pelas quais se passa neste mundo, são para abrir uma brecha, para a luz de Deus entrar em nós e integrar-nos a Ele. Santa Rita de Cássia foi este exemplo. Isto é o que em determinado momento da vida acontece com todo cristão e muda a forma de ser, de habitar a vida, de existir e de como experimentá-la… Cada um em seu tempo… Deus está aguardando o momento certo, em que o nosso coração esteja preparado para recebê-lo, com toda a nossa alma, pois Deus ama através de nós… Ele espera que paremos de esperar e o deixemos ocupar o espaço e o tempo que merecemos em nossa vida… Por isso, o mandamento mais profundo de Jesus não foi, “Pense em Deus!”, ou “Lembre-se de Deus!”, mas: “Ame a Deus!!!” Isso nasce em nós, pela manutenção da frequência do amor, quando aprendemos a confiar e deixamos de evitar… é um passo a passo, mais profundamente real… É a presença de Deus, o sonido de Deus, que se manifesta e, reconhecemos que tudo o que precisamos sempre esteve dentro de nós e não nos sentiremos mais perdidos!!!
Abaixo: fotos da 11ª Caminhada de 22/06/2025.
Santa Rita de Cássia, foi por 18 anos casada com Paolo Ferdinando, em um casamento arranjado por seus pais, como era o costume da época. Passou a metade de sua vida, sendo vítima de violência doméstica e, fervorosamente, orando pela conversão de seu marido. Ela alcançou esta graça, mas os anos em que ele viveu perdido nas estradas da vida, acumulando inimigos, lhe cobraram a vida, até que morreu assassinado. Mais tarde, seus dois filhos, também faleceram de doenças naturais. Com suas orações, todavia, seus filhos também se converteram, perdoaram os assassinos do pai e quebraram uma corrente de ódio que poderia ter durado gerações. Entende-se, então, porque Santa Rita de Cássia é chamada de a santa das causas impossíveis???
Santa Rita de Cássia havia se acostumada a vida sozinha, tinha certeza de que sua vida de orações tinha valido à pena, já que tinha, de coração, entregado a sua família nas mãos de Deus. Era a hora de replanejar a vida e de seguir em frente… Com a sua crescente fé, unidade e permanência em Deus, cada vez mais forte em seu ser, uma antiga esperança renasceu em seu coração: a de consagrar o resto de seus dias a Deus. A graça lhe veio novamente e Deus seguiu-lhe abrindo os caminhos… Aqui, Santa Rita de Cássia entendeu que Deus permanentemente a assistia e compreendeu que cada lugar e caminho é um novo espaço a que Deus nos chama a resgatar Nele, o amor pela vida e levar sua luz pelo mundo!!!
Santa Rita de Cássia, sempre acreditou que Deus lhe reservava grandes coisas. Não sabia como é que sabia, mas tinha ciência de que sabia e confiava nos planos de Deus para a sua vida. Isto é quando se diz: “Cheguei até aqui porque a própria vida me sustentou, no amor de Deus presente em mim, nesta forma humana”. Aqui, é a consciência divina se manifestando no humano, onde a separação de Deus já foi dissolvida; aqui já não se pedem mais milagres, eles se fazem por meio de nosso ser, atuando pela própria experiência, unidos à consciência de Deus, internalizados no humano; aqui recordamos que somos a luz de Deus viajando por este mundo, pois é Deus quem nos sustenta caminhando, mas somos nós que decidimos e tomamos a ação; e, o mundo é a grande tela onde Deus pinta através de nós!!!
Abaixo: fotos da 11ª Caminhada de 22/06/2025.
Depois de muitas solicitações negadas, para ser aceita no Convento, uma noite Santa Rita de Cássia teve um sonho: Deus a chamou três vezes pelo nome. Quando abriu a porta de sua casa, ali estavam: São Nicolau, São Francisco de Assis e São João Batista. Ela os acompanhou e, quando deu por si, estava dentro do Mosteiro, embora estivesse com as portas bem vigiadas e fechadas. As irmãs entenderam a obra de Deus na vida de Santa Rita de Cássia. Com persistência, dedicação e fé, aos poucos as irmãs Agostinianas a reconheceram como de ilibada reputação e vocação e, reconheceram o milagre da vontade de Deus sobre sua vida. Não era uma fuga porque havia ficado viúva e perdido dois filhos, suas ações comprovavam sua aptidão e vocação. No mosteiro, com as irmãs Agostinianas, Santa Rita viveu metade de sua vida, até os 76 anos.
Certo dia, sua Madre Superiora – a diretora do Convento – chamou-a e lhe pediu que regasse um pedaço de madeira seca enterrada no Jardim, ela o fez por um ano e, no final do período, a madeira renasceu, como uma esplendorosa videira, que produzia uva permanentemente e a comunidade reconheceu a ação de Deus por meio de Santa Rita de Cássia. Em oração, pediu a Deus, dividir as dores da crucificação de Jesus e um dos espinhos cravou-se-lhe na testa, provocando uma ferida profunda, tendo que, por tempos, permanecer afastada das demais irmãs. Essa ferida acompanhou-a por 15 anos, fechou-se uma única vez, quando fez uma viagem a Roma por ocasião do Ano Santo, mas a ferida voltou a se abrir quando retornou para o convento.
Abaixo: fotos da 11ª Caminhada de 22/06/2025.
Em 22 de maio de 1457, o sino do convento tocou sozinho, sem a interferência de ninguém. Santa Rita de Cássia, estava em seu leito de morte, a ferida se fechou e ela faleceu em paz. Na despedida uma freira do convento, que tinha um braço paralisado, ao dar-lhe um abraço ficou curada, esse foi o terceiro milagre a ela atribuído. No lugar da ferida uma mancha vermelha passou a exalar um perfume de rosas. O corpo de Santa Rita de Cássia foi levado para a Igreja, em Cássia/Itália, onde segue exalando impressionante perfume. Entende-se agora por que ela também é conhecida como a Santa das Rosas???
Ela foi beatificada em Roma em 1627, pelo Papa Urbano VIII; a canonização ocorreu em 24/05/1900, pelo Papa Leão XIII e sua festa é celebrada em 22/05 de cada ano. São muitas as pessoas com os nomes de Cássio, Cássia e Rita, ou Rita de Cássia. Que essas pessoas sejam o exemplo e a luz como ela foi e segue sendo, onde cada passo de sua história, ela sustentou com muito amor!!!
Texto: da redação.
Colaboração:
Pe. José David Martínez Róldan, MSP, Paróquia Santa Rita de Cássia, Arapongas/PR.
Pe. Jorge Javier Canuto Delgado, MSP, Paróquia Santa Rita de Cássia, Arapongas/PR.
Pe. Alessandro Ladeira, Paróquia São Francisco de Assis, Arapongas/PR.
Fotos:
Hellen Caroline Canton, Diretora e Coordenadora Geral: Grupo Mãe do Céu, Arapongas/PR.
Vatican News.
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