QUARESMA: TEMPO DE PERDAO, AMOR E GRATIDÃO

QUARESMA: TEMPO DE PERDAO, AMOR E GRATIDÃO

A quaresma nos incita a buscar o perdão. É pelo perdão que conseguimos resgatar a nossa luz interna e nos reaproximar de Deus. A Quarta-Feira de Cinzas é o ponto de partida para uma quaresma de resgate da luz de Deus em nós, para a busca da purificação por meio da prática do perdão. O perdão tem amplas implicações em nossa vida. Tem-se visto gente que vive anos e anos e anos sem perdoar, corroendo-se com aquela dor interna, que o consome e o desgasta até que um dia essa dor lhe traga uma úlcera, um problema de coluna, uma enxaqueca permanente, rins, ou uma permanente confusão mental. Nosso corpo está gritando, mas não o escutamos, nem a Deus. Tudo isso pode ser minimizado com a prática do perdão, que nos coloca nas mãos de Deus, novamente. Quem está com Deus, está em paz e não lhe falta nada. Abaixo fotos da celebração de Cinzas, na Paróquia Cristo Sacerdote de Apucarana/PR.

A prática do perdão, porém, não é apenas decidirmos em mossa mente, que vamos perdoar ou pronunciar as palavras “Eu o perdoo”. Esse é o perdão da boca para fora. O verdadeiro perdão é aquele que é dado de coração, com sentimento e a emoção de tê-lo feito. Outra fase é a ampla regeneração celular que o perdão permite. É sentir que tudo aquilo que passou já não mais define a nossa vida. Vivamos saudáveis, leves e radiantes com a presença da luz de Deus em nós. Quando nos lembramos de tal situação ou pessoa, peçamos a Deus por ela, para que vá por bom caminho, que se encontre na vida e também amadureça e se aproxime de Deus.

Agora pode-se entender o porquê do perdão ser tão importante. É porque o rancor, o ressentimento e todo mau sentimento trazem prejuízo a nós mesmos e é como um veneno que se está bebendo e esperando que o outro morra, mas quem morre somos nós, célula por célula. Envenenamos o nosso coração e o sangue que têm neles impregnada a sua história. No nosso coração é onde está guardada a luz de Deus e, se somos templo de Deus, como pode haver um templo na escuridão? É o perdão que tem o poder de reacender a luz de Deus em nosso coração. É ele que vai fazer a luz brilhar dentro de nosso templo e trazer-nos novamente a graça de Deus, porque agora somos merecedores. Aqui se processa uma nova manifestação de interrelação entre nós e Deus. Sem contar que o nosso sangue, aquele que estava envenenado por anos e anos e anos de rancores e sentimentos ruins, por esta ou aquela pessoa, ou por tal situação, quando fomos traídos, ou nos tomaram uma herança, ou quando nos despediram injustamente, ou nos perseguiram, sem nem ao menos sabermos o porquê, fez com que nos aproximássemos de Jesus e pedíssemos ajuda. Foi por isso que Ele nos disse: no mundo terás tribulações… E, rezem pelos seus perseguidores!!!

São N situações. Essas histórias encalacradas em nosso sangue, que podem até vir de gerações anteriores e que se as levarmos conosco para o túmulo, vão passar para gerações futuras. Agora, nós podemos resolver todas essas dores, justamente quando Deus se revela a nós, por meio do perdão, não um perdão da boca para fora, mas aquele perdão de coração, com forte sentimento de entrega e arrependimento. Ele nos leva às lágrimas… Ele é sincero, verdadeiro, Deus sabe das nossas intenções… E, Ele pede o nosso reconhecimento, a nossa entrega e que tudo passe para as mãos Dele. É uma questão de confiança. Aqui estamos ancorando-nos naquilo que é eterno, não no que é passageiro, quando se inventa uma mentira para encobrir outra. Abaixo um resumo das estatísticas da Campanha da Fraternidade de 2026 e fotos do Parque da Redenção em Apucarana/PR, na celebração de Cinzas por D. Carlos José de Oliveira, Bispo Diocesano de Apucarana/PR.

O perdão tem a ver com o outro, mas pode ser que ele já viva em outro local distante, ou até já tenha falecido e seguimos carregando essa dor dentro de nós. Uma dor que consome e nos amargura a cada dia… Pensamos que a isto não há perdão… que não podemos perdoar… que ninguém perdoa uma coisa dessas. E buscamos justificativas para a não concessão do perdão. Esse é o nosso orgulho e ego nos engolindo… gritando por dentro para não se entregar… e, muitas vezes, preferimos morrer amargando, só para preservar a nossa imatura razão! Tem-se visto familiares se odiarem por anos e anos e, finalmente, reconhecerem após o perdão a bobagem que fizeram. Reconhecerem que o perdão, este sim, limpa o seu coração, limpa a história perversa de nosso sangue, e que se não for feito por nós, pode seguir até para as próximas gerações. Por isso na Quarta-Feira de Cinzas dizemos a nós mesmos: “Tu es pó e ao pó hás de voltar!” e, as pessoas que – com humildade – realizam isto recebem a graça do reconhecimento de Deus. Com o coração limpo pela adoção do perdão, a luz de Jesus volta a brilhar no centro do peito das pessoas corajosas, que amadurecem pela dor e se decidem pelo perdão e reaproximação de Deus.

Não é querer que viremos anjo, mas é reconhecer que somos um espírito que vive em um corpo. Quando Deus o fez, Ele soprou o alento de seu Espírito de vida sobre nós, este é o ar que respiramos no primeiro alento assim que nascemos e, no último suspiro quando entregamos nosso espírito ao Pai. Jesus exerceu isso com maestria pendurado na cruz. E, depois, Jesus Disse: “Eu estou no Pai, o Pai está em mim e nós estamos em você.” Por isso, o caminho de todos é para Deus, só que o nosso ego e orgulho não nos deixa enxergar com clareza! E, no seu último dia aqui entre nós, também disse Jesus com ternura e todo o seu amor: “Eu nunca os deixarei!!!” E, soprou sobre nós seu Espírito, o Paráclito, o Espírito Santo, que ele, como Filho Divino, poderia dividi-lo com quem Ele quisesse. E, podemos perguntar: “Como manter acesa a chama de Deus em nós em meio a este mundo turbulento?” E a resposta vem pronta: “Por meio do perdão, do amor e da gratidão,” ao nos deitarmos e ao nos levantarmos, todos os dias de nossa vida!!!

Por isso, o perdão é tão importante, para trazer de volta a luz que está apagada em nós. Por isso nossos olhos estão apagados, o rosto pálido e sem brilho. É a amargura de não perdoar ao outro ou a nós mesmos que nos está adoecendo, com ansiedades, dores na coluna, no estomago, febres frequentes; nas crianças que não recebem o amor dos pais; nas mãos geladas da mulher que não recebe o respeito e o amor que merece; no marido que se esqueceu que tem família e não mais compartilha sua vida com amor e respeito. As fotos abaixo são da Paróquia Nossa Sra. do Rosário de Colombo/PR, no 3o. acampamento FAC – Formação de Adolescentes Cristãos – entre 13 e 16 anos. O foco foi levar a estes 133 adolescentes a terem uma significativa experiência com Deus.

A nossa boca pode mentir, mas o nosso corpo diz a verdade! Quando isso se passar, perguntemo-nos: A quem temos que perdoar, o que temos de reconfigurar em nosso corpo, em nossa vida e com aqueles que estão conosco, para reacender a luz de Deus em nós novamente? Não julguemos, nem busquemos respostas imediatas. Esperemos, que um rosto, um nome, uma situação, uma palavra mal dita, ou não dita venha até a nossa mente. E, então, fechemos a porta de nosso quarto e façamos a nossa oração, como mandou Jesus, com as duas mãos no peito, pois é aí que mora a luz de Deus dentro de cada um de nós. No pedido de perdão de nossa oração encerremos dizendo: nós o liberamos e nos liberamos da dor dessa situação. E oremos para que a graça de Deus alcance a todos os envolvidos. Muitas são as formas de manifestação de fé e de se buscar a Deus: abaixo a 2a. caminhada do circuito Caratuva I, no município de Irati/PR, com passagem pela igreja Madre Paulina e locais históricos.

Colaboração:

Texto: da Redação.

Fotos: da Redação.

D. Carlos José de Oliveira, Bispo Diocesano de Apucarana/PR.

Pe. Ronaldo Evangelista de Melo, FAM, Paróquia Cristo Sacerdote, Apucarana/PR.

PASCOM Diocesana – Diocese de Apucarana/PR.

PASCOM – Paróquia Cristo Sacerdote, Apucarana/PR

Guilherme Mateus, Colombo/PR.

Rynelands Silvestre Santana Silva, Irati/PR.

Vatican News.

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