A EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA PARÓQUIA

A EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA PARÓQUIA

A história da Igreja é também a história das suas estruturas de comunhão e missão. Entre elas, a paróquia figura como uma das mais fundamentais, sendo, desde os primeiros séculos, o lugar concreto onde a fé cristã se encarna na vida do povo. Ao longo dos séculos, a paróquia não apenas sobreviveu a profundas transformações sociais, culturais e eclesiais, mas foi também moldada por elas, respondendo com criatividade e fidelidade à missão evangelizadora. A evolução histórica da paróquia é, portanto, um espelho da própria caminhada da Igreja no mundo, marcada por fidelidade à Tradição e constante adaptação aos sinais dos tempos.

Das comunidades domésticas às paróquias territoriais

Nos primórdios do cristianismo, durante os séculos I e II, a comunidade cristã não possuía templos dedicados ou estruturas formais. Reuniam-se nas casas dos fiéis, em pequenos grupos, frequentemente liderados por presbíteros ou bispos locais, num espírito de fraternidade e partilha. Essas “igrejas domésticas” (cf. Rm 16,5; 1Cor 16,19; Cl 4,15; Fm 1,2) eram o núcleo vital da fé cristã, nascidas da experiência pessoal com Cristo ressuscitado e animadas pela escuta da Palavra, pela fração do pão e pela caridade mútua.

Com a expansão do cristianismo pelo Império Romano e sua gradual institucionalização, especialmente após o Édito de Milão (313 d.C.), que deu liberdade religiosa aos cristãos, tornou-se necessário organizar melhor a vida da Igreja. A partir do século IV, a Igreja passou a construir templos, e as comunidades começaram a se reunir em torno de igrejas fixas, com pastores designados de forma estável.

Neste período, surgiu o conceito de paroikia, termo grego que designava uma comunidade de estrangeiros ou peregrinos, e que foi adotado para expressar a ideia de comunidade cristã peregrina neste mundo. Essa palavra passou a indicar também a comunidade local de fiéis confiada aos cuidados de um presbítero sob a autoridade do bispo. Assim, nascia a paróquia territorial, delimitada geograficamente, com uma igreja matriz e um pároco.

No Ocidente, com o declínio do Império Romano e a ruralização da sociedade, as paróquias se consolidaram como centros de evangelização nas zonas rurais. Enquanto nas cidades o bispo tinha o cuidado pastoral, no campo o presbítero da paróquia assumia a liderança espiritual dos fiéis, administrando os sacramentos, ensinando o catecismo e promovendo obras de caridade.

A paróquia tornou-se, assim, o ponto de referência para a vida cristã do povo, sendo o local onde se nasce, cresce e vive a fé. Foi este modelo que, ao longo dos séculos, se enraizou na cristandade ocidental e estruturou a presença da Igreja nas sociedades em formação. Estas quatro últimas fotos são da Paróquia São Sebastião de Munhoz de Mello/PR. A oração do terço na Gruta de Nossa Sra. de Lourdes.

Colaboração:

Texto de: Pe. Sérgio José de Sousa, OSJ, parte do livro, A Paróquia: Raízes Bíblicas da Comunidade Cristã, com adaptações da Redação.

Paróquia – Santuário São José, Apucarana/PR.

Fotos: da Redação.

PASCOM Arquidiocesana – Arquidiocese de Maringá/PR.

Marcela Miranda Egito – Coordenadora Arquidiocesana da PASCOM – Arquidiocese de Maringá/PR.

Andréia Bravo, Coordenadora geral do Movimento de Cursilho de Cristandade da Arquidiocese de Maringá/PR.

correiobrasiliense.com.br; Prefeitura Municipal de Maringá/PR.

Pe. Marcos Antônio Teixeira, Paróquia São José, Cambira/PR.

Pe. Adeventino Alves de Oliveira, Paróquia São Sebastião, Faxinal/PR.

PASCOM – Arquidiocese de Londrina, Londrina/PR.

Prefeitura Municipal de Londrina, Londrina/PR.

PASCOM – Paróquia São José, Cambira/PR.

PASCOM Diocesana – Diocese de Apucarana/PR.

Daniele Cravo, Cambira/PR.

Acesse: www.youtube.com/@diocesedeapucarana